Salão de exposições do Instituto Cervantes em Brasília

2018

Localização:

Brasília, Brasil

Programa Funcional:

Corporativo

Ano:

2018

Área:

200 m²

Eduardo Sainz e Lilian Glayna Sainz

Autores:

Fotografias:

Edgard Cesar

Interior de um museu ou galeria de arte com paredes brancas, exibições e pessoas andando, com vários quadros e textos nas paredes.

Foto: Edgard Cesar

O projeto nasceu da necessidade de criar um espaço expositivo que fosse, ao mesmo tempo, neutro e provocador. Um lugar onde a arte fosse protagonista, mas onde a arquitetura também pudesse se manifestar como obra. A proposta: um espaço silencioso, mas pulsante. Um espaço de transição que, ao invés de apenas conduzir, convida à permanência.

Pessoa caminhando em uma galeria de museu, com uma parede branca ao fundo e uma placa informativa. Há iluminação focada no teto e uma instalação de objetos suspensos ao lado direito.

Foto: Edgard Cesar

A sala foi concebida como uma caixa vazia, quase ascética, onde cada centímetro respira intenção. Para favorecer a flexibilidade de uso, exposições, instalações, performances, palestras, a arquitetura se retirou em favor da experiência.

Pessoa sentada em um expositório de arte, com fotos ou textos pendurados na parede branca ao fundo, em um espaço de museu ou galeria.

Foto: Edgard Cesar

Sala de exposição com paredes brancas, duas obras de arte emolduradas exibidas na parede, iluminação direcionada por spots no teto de painel preto, com uma bancada de concreto no centro da sala e piso de madeira.

Foto: Edgard Cesar

Ainda assim, nos detalhes, ela se revela: bancos de concreto com rodízios foram inseridos para estimular a contemplação, oferecendo ao visitante a chance de estar, e não apenas passar.

Exposição de posters e fotos em uma parede de museu ou galeria, iluminação focada nas obras, ambiente moderno e minimalista.

Foto: Edgard Cesar

Dois materiais sustentam o todo: aço e concreto. Brutalismo em sua forma mais contida. A sobriedade da paleta reflete a busca pela essência, uma arquitetura que diz muito com muito pouco. O espaço é intencionalmente cru, direto, quase silencioso.

Mas sua força está nessa contenção: ele reverbera com a energia da arte que abriga e com a presença de quem o percorre.

Imagem de uma galeria de arte com paredes brancas, quadros variados pendurados, algumas obras suspensas inclinadas, iluminação focada nas obras, bancos de concreto e piso de madeira.

Foto: Edgard Cesar

A entrega foi marcada pela urgência e precisão: o projeto precisava estar finalizado a tempo da visita oficial do primeiro-ministro da Espanha durante a cerimônia presidencial. Graças ao comprometimento da equipe e ao apoio sensível do administrador do Instituto, o espaço foi concluído a tempo.

Hoje, ele segue cumprindo sua missão, não apenas como galeria, mas como pausa. Um espaço entre, onde o tempo da arte encontra o tempo do espectador.

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