Galeria dos Heróis Invisíveis

2021

Localização:

Brasília, Brasil

Programa Funcional:

Arquitetura Efêmera

Ano:

2021

Área:

300 m²

Autores:

Eduardo Sainz e Lilian Glayna Sainz

Fotografias:

Haruo Mikami

Renderização de um projeto de construção de um edifício com estrutura de aço visível, telhado de chapa metálica e áreas internas com móveis, incluindo uma sala de estar com mesa, cadeiras e poltronas, além de alguns detalhes de acabamento, visto de uma perspectiva superior.

Convidado pela direção da Casa Cor Brasília 2021, o escritório foi inicialmente instado a desenvolver uma proposta de fachada para a mostra. No entanto, propôs-se outro caminho: uma instalação-expografia que não só se integrasse ao evento, mas o atravessasse com uma narrativa crítica e sensível.

Assim nasceu a Galeria dos Heróis Invisíveis, um gesto de dupla natureza: reconstrução e reconhecimento.

Pessoa observando uma arte em preto e branco de uma criança usando máscara e ouvindo um violino, exibida em uma estrutura metálica.

Foto: Haruo Mikami

Entrada de uma exposição com uma placa que diz 'Galeria dos Heróis Invisíveis' e pessoas usando máscaras em ambiente ao ar livre com estrutura de coberta.

Foto: Haruo Mikami

Andaimes sustentam a forma, mas também sustentam a metáfora.

O que parecia provisório se torna permanente: um símbolo da reconstrução social, ética e emocional pós-pandemia. Um convite a observar, com a arquitetura, as marcas invisíveis que ficaram.

Estruturas que antes serviam ao trabalho agora erguem o pensamento.

Banner com uma ilustração de uma personagem feminina de cómico na ala de um hospital.

Foto: Haruo Mikami

A instalação presta homenagem àqueles que sustentaram o essencial durante o colapso: os profissionais da saúde, da educação, da limpeza, do cuidado, presenças fundamentais e, tantas vezes, esquecidas.

Heróis Invisíveis. Sem palco, sem luz de cena, mas absolutamente indispensáveis.

Cenário ao ar livre com estruturas de metal, cartazes de motociclistas, árvores ao fundo e um edifício com teto de chapa metálica. A imagem é em preto e branco.

Foto: Haruo Mikami

A obra não pretende durar, mas marcar. É efêmera em sua montagem, mas duradoura em sua intenção: fazer da arquitetura um lugar de escuta, de pausa, de reverência.

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